Sofá ou motor? Escolha formas alternativas de hospedagem

Qual mochileiro nunca se sentiu realizado ao deitar em um sofá para descansar e tirar merecidas horas de sono após uma longa viagem? Em algumas empreitadas pelo mundo, um hotel ou albergue acabam se tornando um luxo desnecessário para quem quer gastar seu precioso dinheiro com outras coisas, ou mesmo prefere uma maneira diferente de se hospedar em cada canto do mundo que visita. O CouchSurfing (CS) – algo como “surfando no sofá” - é uma rede de relacionamentos na internet que tem, como principal objetivo, difundir a união cultural e a troca de experiências, combinadas com a hospedagem solidária. Os couchsurfers – participantes, ou aqueles que “surfam” na rede buscando por sofás - podem oferecer o conforto daquele móvel da sala para o viajante que chega à cidade ou se mostrar simplesmente aberto a compartilhar seu estilo de vida e hábitos.






Criada nos anos 2000 pelo norte-americano Casey Fenton, a rede já tem mais de 1,8 milhões de participantes, em mais de 300 países. Cada surfer cria seu perfil no site, acrescentando dados, interesses, costumes, gostos, estilo de vida. O modelo parece com o Orkut, Facebook, mas o objetivo é compartilhar as vivências de cada região, do mundo. Entre as cententas de orfertas de sofás para o mochileiro se hospedar, há moradores de países como Afeganistão, Haiti, Timor Leste, Honduras e Camarões. Mas calma, os principais destinos turísticos norte americanos, europeus, latino-americanos e africanos também possuem usuários no site dispostos a compartilhar o sofá da sala.



Muitos participantes fazem críticas àquelas pessoas que não se adéquam à real estrutura e objetivo do CS. As pessoas que usam o meio com a intenção de arranjar encontros amorosos não são vistos da melhor forma, pois descaracterizam o objetivo de amizade e confiança na rede. No portal do CouchSurfing há mecanismos para garantir o bom andamento do projeto. Segundo os participantes, a melhor forma para não passar por más experiências é sempre procurar alguém por meio de indicação. Além disso, as pessoas que já conviveram podem deixar recados nos perfis, relatando a experiência e o que achou do hóspede ou do anfitrião. Muitas vezes, o ideal mesmo é deixar seu perfil o mais claro possível, relatando seus objetivos, estilo de vida, demonstrando seu engajamento com a proposta do programa.





Segundo Miguel Baierle, cineasta, é uma boa ideia conversar com o hóspede esclarecendo as liberdades que ele tem (como, por exemplo, de não depender do anfitrião em relação ao horário de voltar para casa, não ter obrigação de andarem juntos e frenquentarem os mesmos lugares, etc). Miguel hospedou recentemente um alemão em seu sofá e, aparentemente, foi uma boa experiência para ambos. Já Pedro Rodrigues, estudante de Design, passou por um certo aperto em sua última experiência: “Fiquei na casa de uma holandesa que tinha mais ou menos a mesma idade que eu. Ela queria que fizéssemos tudo juntos e parecia se ofender quando eu não era receptivo à ideia. Não aguentei e acabei indo para um albergue”.

Top 10 dos Países que mais têm sofás cadastrados no CouchSurfing:



Estados Unidos 398.215

Alemanha 170.064

França 152.216

Reino Unido 86.323

Canadá 86.122

Austrália 51.203

Itália 50.965

Espanha 49.302

Brasil 48.866

Holanda 35.961






Para aqueles que não se sentem confortáveis com a ideia de habitar um sofá alheio e tem pouca grana pra viajar, uma boa ideia é alugar um Motorhome. Confira a seguir a entrevista com a professora Vanessa Amorim, que cruzou a Europa com a família por este meio no final dos anos 80.












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