Montevidéu para mochileiros



Montevidéu é uma cidade pequena no seu melhor sentido. A organização, os edifícios e pontos turísticos da cidade são típicos de qualquer capital, mas o fato de não ser tão grande ajuda na hora de visitar, de se locomover e de descobrir coisas bacanas mais rápido.


Fiquei num lugar muito simpático e bem localizado: o Red Hostel.

É uma casa antiga, mas com uma decoração quase contrária: tudo muito colorido e cheio de lugares perfeitos pra ficar quando estiver fazendo seu mochilão. Clima bem de casa de estudante. O estudante de publicidade Marcelo Mattos conta que economizou muito se hospedando no hostel: "sempre prefiro casas de estudante, justamente por causa dos preços". E os valores são justos: de 16 à 28 dólares, com café da manhã incluso. Localizado na rua San José, fica perto da maior avenida da cidade, a 18 de Julio. É lá onde se localizam a maioria dos pontos turísticos da cidade. Museus, arquivo histórico, prefeitura, é onde se concentra os lugares típicos de city tour. É o centro.




O porto da cidade é uma das partes mais bonitas. A zona portuária é habitada e utilizada, tornando-se um dos melhores lugares para caminhar, ver o mar e fazer piqueniques. Também tem um cassino e um parque de diversões. As praças e parques da cidade são bem parecidos com os de Porto Alegre. A estudante de publicidade Nathali Additti me contou sobre os adolescentes que dançam cúmbia - comparado ao funk no brasil - entram nos brinquedos e usam o parque como palco para apresentações.

A noite da cidade tem vários lugares bacanas. Um deles, o Living, é um pub com vários shows, com mesas na rua e bastante gente. A maioria dos bares e cafés legais se localizam em Pocitos, um bairro que é quase um reflexo do público jovem que o habita. A maioria dos uruguaios tem o costume de começar as festas - pasmem - mais tarde que os brasileiros. Segundo Fede Posso, estudante de Design uruguaio, sair de casa às 4h não é estranho em Montevideu: "As festas geralmente começam às 2h30, 3h. É muito normal".


Sendo uma cidade fácil, pegue um mapa (distribuido gratuitamente na maioria dos hostels, pontos de informação, etc) e se vire. O transporte público é tão bom quanto o de Porto Alegre. O povo uruguaio é conhecido por sua polidez e educação, em vários momentos pedi informação e todas as pessoas se mostraram muito prestativas.

O site do governo uruguaio possui alguns links úteis, como um city tour.


Ver City Montevideo en un mapa más grande

*(Fotos cedidas pelo Red Hostel. As outras imagens são wikicommons)

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

Cada viagem uma nova vivência: qual foi a melhor?

Você sabe qual foi a sua melhor viagem? Sim, nesta semana, o PegueSuaMochila vem lhe mostrar experiências vividas por outras pessoas e que marcaram as vidas delas. É difícil escolher a melhor viagem. Até porque, normalmente, cada destino tem o seu momento especial, o auge. Como hoje é véspera de feriado, nada melhor do que tentar chegar o mais próximo do que chamaríamos de perfeição em uma mochilada.

A entrevistada, Rafaela Di Giorgio, 21 anos, estudante de aquitetura, morou ano passado por seis meses em Lisboa, Portugal. O objetivo foi estudar tudo o que aprendeu na faculdade em Porto Alegre, se aperfeiçoar mais e, depois dos seis meses de "sofrimento", viajar pela Europa. Claro que o mochilão europeu rendeu boas histórias, mas ela diz ter tido seus principais locais. O local escolhido foi Barcelona, na Espanha. Apesar de ter visitado locais que todos sonham um dia estar como Londres, Paris e Amsterdã, a estudante afirma ter se apaixonado pela cidade espanhola: “É maravilhoso. Eu vi praia, modernidade, antiguidade, pessoas de todos os cantos do mundo e eles são um povo muito receptivo, talvez por ser muito parecido com o Brasil”, afirma a estudante (veja as três fotos de Barcelona tiradas por Rafaela).


Rafaela permaneceu na cidade por apenas três dias. O mochilão não durou muito tempo, mas foram 5 países em 22 dias. "Corri bastante pra conseguir visitar todos esses países, mas valeu a pena. Barcelona é uma cidade que eu viveria tranquilamente. Bom transporte público, bicicletas disponíveis para todos os habitantes, muitos lugares para visitar, seja festa ou restaurante e, além de tudo isso, o clima é bem favorável. Foi o lugar menos frio que eu visitei, deu pra passear mais do que os outros. No verão deve ser melhor ainda", conta a mochileira.


Além de Barcelona, ela esteve em Berlim, Amsterdã, Porto, Paris, Londres, Verona, Bologna, Roma, Madri, Lisboa, Pisa, Vicenza, Turim, Peniche e Milão. Todas cidades encantadoras, as quais ela disse que até moraria, mesmo sentindo falta da afetividade brasileira. Rafaela contou que viver em outro país por seis meses possibilitou portas abertas para empregos e uma bagagem cultural incomparável. No momento, ela trabalha na área de sua profissão e diz que ter estudado fora foi a grande chave para expandir seus conhecimentos arquitetônicos. Segundo ela e sua companheira pela Europa, Fernanda Foppa, para a viagem ser o mais certa possível é preciso que seja organizada com antecedência. Sempre pesquisar sobre o local a se visitar, os lugares que são indispensáveis e outros mais curiosos, mas nunca esquecendo de cuidar com a segurança. Não é porque se está em países desenvolvidos que estamos fora de perigo. Além disso, Fernanda afirma que a chave para a boa viagem é aproveitar o agora e se divertir como se não fosse retornar mais para aquele local.

Já Gustavo Veit, viajou para Austrália durante dois meses. O estudante de Engenharia Metalúrgica da UFRGS afirma que a viagem perfeita se resume entre amigos e curtição. O mochilão de dois meses foi o bastante para pular de bungy jump (até de bicicleta, como na foto ao lado), conhecer culturas diferenciadas e fazer novas amizades. Gustavo diz que a viagem foi ótima para aperfeiçoar seu inglês e pretende fazer outra mais longa nos próximos anos. Após a "visita", ele afirma que cada dia mais ele se encontra nas viagens, como se cada mochilada fosse mais completa que a outra. "A gente aprende a se divertir em locais diferentes. Antes eu só me preocupava com dinheiro e que não podia disperdiçá-lo, hoje eu sei que quanto mais eu me preocupo com isso, menos eu aproveito. Claro que economizo, mas soube unir o útil ao agradável", e completa, "Cada um deve procurar o melhor para si, sem deixar questões econômicas e pessoais de lado. Ouvir dicas de pessoas experientes é um bom começo".


Confira algumas dicas que o PegueSuaMochila de hoje oferece:



FIQUE LIGADO!


- Não esqueca de pesquisar na internet, antes de viajar, os principais pontos turísticos e selecionar os que você quer visitar. Isto vai lhe poupar tempo e diminuir a indecisão que uma escolha ja no local pode provocar.

- Certifique-se de quais meios de transporte são mais adequados para a visita ao local turístico escolhido.

- Converse com amigos ou conhecidos que já estiveram no local para o qual você pretende ir. Peça dicas e endereços para facilitar sua estadia.

- Não faça apenas programas turísticos. Tente se inserir na realidade e no dia a dia do local. Visite lugares que só quem é nativo conhece e que estão fora dos roteiros padrão.

- Ao chegar no destino, procure comprar jornais locais do dia. Eles podem ser precisa fonte de informacões sobre o que esta acontecendo na região. Não fique por fora da realidade local. Os jornais do dia podem lhe dar dicas sobre festas e lugares onde estão ancontecendo atividades interessantes.

- Se você for para o exterior, lembre-se de não carregar todo o dinheiro da viagem na mochila. Veja se exite a opcão de guardar um pouco no hotel ou mesmo se você pode sacar dinheiro e um banco que tenha sede na cidade ou pais que voce esta.

- Souvenirs podem ser um bom presente, mas procure comprar coisas mais leves e que caibam na sua bagagem. Não coloque peso desnecessário na sua mochila, pois a viagem pode se tornar um martirio devido ao peso carregado.

- Ao sair a noite, saiba que meios de transporte você pode utilizar facilmente para voltar para o Albergue, Hostel ou Sofa em que você está hospedado. Procure diversificar as baladas, alternando barzinhos, shows ao ar livre e peças de teatro. Tudo claro, com preço acessível.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

Sofá ou motor? Escolha formas alternativas de hospedagem

Qual mochileiro nunca se sentiu realizado ao deitar em um sofá para descansar e tirar merecidas horas de sono após uma longa viagem? Em algumas empreitadas pelo mundo, um hotel ou albergue acabam se tornando um luxo desnecessário para quem quer gastar seu precioso dinheiro com outras coisas, ou mesmo prefere uma maneira diferente de se hospedar em cada canto do mundo que visita. O CouchSurfing (CS) – algo como “surfando no sofá” - é uma rede de relacionamentos na internet que tem, como principal objetivo, difundir a união cultural e a troca de experiências, combinadas com a hospedagem solidária. Os couchsurfers – participantes, ou aqueles que “surfam” na rede buscando por sofás - podem oferecer o conforto daquele móvel da sala para o viajante que chega à cidade ou se mostrar simplesmente aberto a compartilhar seu estilo de vida e hábitos.






Criada nos anos 2000 pelo norte-americano Casey Fenton, a rede já tem mais de 1,8 milhões de participantes, em mais de 300 países. Cada surfer cria seu perfil no site, acrescentando dados, interesses, costumes, gostos, estilo de vida. O modelo parece com o Orkut, Facebook, mas o objetivo é compartilhar as vivências de cada região, do mundo. Entre as cententas de orfertas de sofás para o mochileiro se hospedar, há moradores de países como Afeganistão, Haiti, Timor Leste, Honduras e Camarões. Mas calma, os principais destinos turísticos norte americanos, europeus, latino-americanos e africanos também possuem usuários no site dispostos a compartilhar o sofá da sala.



Muitos participantes fazem críticas àquelas pessoas que não se adéquam à real estrutura e objetivo do CS. As pessoas que usam o meio com a intenção de arranjar encontros amorosos não são vistos da melhor forma, pois descaracterizam o objetivo de amizade e confiança na rede. No portal do CouchSurfing há mecanismos para garantir o bom andamento do projeto. Segundo os participantes, a melhor forma para não passar por más experiências é sempre procurar alguém por meio de indicação. Além disso, as pessoas que já conviveram podem deixar recados nos perfis, relatando a experiência e o que achou do hóspede ou do anfitrião. Muitas vezes, o ideal mesmo é deixar seu perfil o mais claro possível, relatando seus objetivos, estilo de vida, demonstrando seu engajamento com a proposta do programa.





Segundo Miguel Baierle, cineasta, é uma boa ideia conversar com o hóspede esclarecendo as liberdades que ele tem (como, por exemplo, de não depender do anfitrião em relação ao horário de voltar para casa, não ter obrigação de andarem juntos e frenquentarem os mesmos lugares, etc). Miguel hospedou recentemente um alemão em seu sofá e, aparentemente, foi uma boa experiência para ambos. Já Pedro Rodrigues, estudante de Design, passou por um certo aperto em sua última experiência: “Fiquei na casa de uma holandesa que tinha mais ou menos a mesma idade que eu. Ela queria que fizéssemos tudo juntos e parecia se ofender quando eu não era receptivo à ideia. Não aguentei e acabei indo para um albergue”.

Top 10 dos Países que mais têm sofás cadastrados no CouchSurfing:



Estados Unidos 398.215

Alemanha 170.064

França 152.216

Reino Unido 86.323

Canadá 86.122

Austrália 51.203

Itália 50.965

Espanha 49.302

Brasil 48.866

Holanda 35.961






Para aqueles que não se sentem confortáveis com a ideia de habitar um sofá alheio e tem pouca grana pra viajar, uma boa ideia é alugar um Motorhome. Confira a seguir a entrevista com a professora Vanessa Amorim, que cruzou a Europa com a família por este meio no final dos anos 80.












Audioblog by user2988050

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

O conteúdo da sua mochila

Como não é fácil lidar com um assunto tão amplo como viagens independentes, o PegueSuaMochila de hoje vem com a ajuda do colaborador Davi Pacote. Viajante nato, o baixista da banda Tequila Baby entende bem sobre o que é necessário para colocar dentro do mochilão antes de uma viagem. Segue abaixo a matéria feita por ele.

Lembrar de tudo o que se deve levar em uma viagem é uma tarefa difícil. Ainda mais quando é preciso levar em conta o peso da bagagem - já que você vai levá-la nas costas por um bom tempo -, o acondicionamento dos itens de modo a ocupar o menor espaço possível e coisas supérfluas são proibidas. Para ajudar você, mochileiro, nessa tarefa, o PegueSuaMochila perguntou para alguns viajantes o que eles não deixam faltar na mala. Há coisas que são unanimidade nas mochilas por aí: escova e pasta de dentes, shampoo e sabonete, roupas confortáveis e que sejam peças-chave (levando sempre em conta o clima do local a ser visitado), câmera fotográfica, canivete, documentos, dinheiro e cartão de crédito. Além disso, há utensílios e objetos muitas vezes esquecidos pelos mochileiros que os entrevistados ajudam a lembrar. Para o estudante de jornalismo Guilherme Bastos, por exemplo, é sempre bom levar um par de tênis reserva que seja leve. Pode salvar você de ficar dias com os pés molhados depois de uma chuva, neve ou mesmo de cruzar um riacho. Outro item lembrado pelo estudante que, na correria, muitos deixam para trás, é o tão usual e necessário papel higiênico. Nunca se sabe os banheiros que se vai encontrar por aí.

Já Mayara Wieth, que atua na área do turismo, lembra que você não está livre de pegar um resfriado, cortar um dedo ou até mesmo ficar mal do estômago devido a comidas típicas do local durante a viagem. Por isso,

Mayara conta sempre com um kit de alguns remédios e coisas para primeiros socorros. Ela lembra também que um mapa do local com informações úteis e indicações de lugares como restaurantes e supermercados pode ser muito útil na hora de fazer o roteiro do dia e ajudar você a utilizar o transporte público do local. Diz ainda que protetor solar e repelente (este último mais em casos de acampamento ou trilhas) também são sempre uma boa pedida. Eduardo Hardt, estudante de Farmácia na UFRGS, dá uma ótima dica: levar cópias dos documentos. Sempre se corre o risco de perder uma carteira, ser assaltado, etc. Gabriel Demichei, estudante de Engenharia Ambiental, lembra que pode ser muito útil ter um despertador (vale o do celular). Há um item bastante importante que consta na lista do site MOCHILEIROS.COM e que não foi citado por nenhum dos entrevistados: cadeado. Seja para proteger sua barraca, seja para manter a mochila fechada e a salvo de qualquer mal intencionado, ele pode ser um bom aliado.

Fica abaixo uma lista de sugestão do PegueSuaMochila contendo coisas que você deve lembrar de levar:


Sacos plásticos, para embalar as roupas sujas e recolher lixo
Kit primeiro socorros
Cantil
Capa de chuva
Câmera fotográfica
Canivete multifuncionalLanterna de mão e/ou cabeça
MP3 player
Pente / escova
Escova de dentes / pasta / fio dental
Desodorante
Sabonete e sabão para lavar roupas
Shampoo e condicionador ou dois em um
Mini espelho
Cortador de unha
Protetor solar
PinçaToalhas de banho
Pilhas
Fósforo ou isqueiro
Roupas e calçados apropriados para o que fará e onde fará.Barraca (caso acampe).
Saco de dormir ou colchão inflável ou colchonete.
Documentos (vistos, passaportes, bilhetes de transporte e/ou reserva de hotéis caso os tenha, mapas e informações).

Houve nas listas de alguns entrevistados itens um tanto curiosos ou inusitados. Confira a lista dos cinco mais incomuns e suas justificativas:

Spray de pimenta (muito útil em caso de assaltos)
Ursinho de pelúcia (caso você sinta medo)
Preservativos de diversos sabores (sabe-se lá o porquê)
Caixa de chicletes (para aliviar a tensão)

Muito chocolate (para repor as energias)

Não se pode esquecer que para tudo isso entrar no mochilão é preciso bastante organização. Algumas pessoas preferem guardar suas roupas enroladas, na tentativa de usar o máximo de espaço possível, enquanto outras dizem que a roupa esticada é melhor. As fotos a seguir mostram as duas opções. A posição das roupas não infleuncia somente no espaço, mas também no conforto da mochila. Quanto mais esticada, melhor ela se ajustará nas costas e menos pesará nos ombros. Outro truque que você pode usar é amarrar sua mochila com uma corda elástica para reduzir o volume. E não esqueça: sempre leve agulha e linha de costura. Se houver qualquer imprevisto com o seu mochilão, isso servirá para lhe salvar. Além disso, qualquer bagagem de voo ou no onibus não fica bem posicionada e livre de peso em cima. Cuide bem com o que levar dentro e como.


FIQUE LIGADO:

-Sabe aquele casaco que você nunca usou? Esqueça no armário. Não é na viagem que você vai usá-lo.

-Cuide com a quantidade de itens que você coloca na mala. Se ficar acima do peso que ela aguenta, o zíper pode estourar.
-Cuidado também com o que você adquire na viagem. Se perceber que comprou acima do esperado, não esqueça de providenciar uma mala adicional.
-Não deixe de tirar uma cópia dos seus documentos. Não vá estragar sua viagem: se você perdê-los e não tiver feito a cópia, as complicações podem comprometer o mochilão.
-Se sair para uma festa ou longo passeio, dê preferência para levar a cópia dos seus documentos.
-Não deixe todo o seu dinheiro em apenas uma mochila. Se puder, coloque pequenas quantias na carteira, outras notas em uma meia, um pouco no bolso da mala. Mas, é claro, não vá esquecer aonde você colocou suas economias.
-Aliás, é preferível não andar com grandes quantias de dinheiro. Dê preferência aos cartões de crédito.

Foto: Vitória Di Giorgio

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

Como economizar na sua viagem

Nesta semana, o PegueSuaMochila traz dicas e experiências de quem já tem várias milhas acumuladas. O assunto tratado é de grande importância para qualquer viagem, seja nacional ou internacional: economizar. Fazer o dinheiro render é uma missão de qualquer mochileiro. Pouca grana não é motivo para não cair na estrada. Guinter Giuliano, 20 anos, estudante de Ciência da Computação, é mochileiro de carteirinha e conta pra gente algumas das suas receitas de economia e algumas dificuldades que qualquer um pode enfrentar no caminho. No final do post, você ainda confere em áudio duas outras entrevistas que podem te ajudar na hora de viajar. Leia a matéria na íntegra:

PegueSuaMochila: De todas as viagens que você fez, qual delas precisou economizar mais?
Guinter:

Peru. Não por ser um país caro, muito pelo contrário, mas por alguns imprevistos.

PSM: Como você fez para economizar? Poupou na comida, compras e meios de transporte?

G: Para economizar, eu acabei optando por ficar em hostels baratos, cozinhando a própria comida nos mesmos, trabalhando durante a viagem aonde era possível, andando de transporte público e carona, além de fazer amizade com as pessoas locais. O que, aliás, foi o mais bacana dessa parte.

PSM: Qual foi a maior dificuldade que você já passou e depois teve que arcar com as consequências?

G: Ser assaltado na fronteira do Peru com o Equador (Zurumilla), perder o passaporte, mesmo tendo achado depois, e dormir na rua foram as maiores dificuldades da viagem. Quando fui assaltado a mão armada levaram a minha mochila com todas as coisas dentro: duas máquinas, presentes para os parentes, roupas e muitos pertences pessoais. Claro que além da perda financeira, perdi todo o ânimo de continuar mochilando. No fim, acabei viajando de volta para Porto Alegre, e tenho certeza que o abalo emocional contou muito mais na hora da decisão. A história de dormir na rua aconteceu assim: depois de um extravio por conta da agência e um pouco, ou muita, de desatenção da minha parte, cheguei na fronteira entre Peru e Equador sem o passaporte. A fronteira fica em média 300 km da cidade de onde havia partido, Máncora. Depois da burocracia em relação ao registro da ocorrência e tudo mais, consegui uma carona com a patrulha de fronteira peruana e embarquei em um ônibus para voltar a Máncora. Chegando lá, não encontrei nenhum hostel aberto, e a hospedagem onde havia ficado nos dias anteriores ficava um tanto quanto longe de onde desespanmbarquei. Não teve outro jeito, escolhi bem uma varanda e passei a noite por ali mesmo.

PSM: Quais dicas você daria pra quem tem que planejar uma viagem mais econômica (antecipar as compras, poupar aonde,planejar as compras e gastos..)



G: Pesquisar , quando possível, passagens aéreas e terrestres, até porque as vezes um trecho aéreo pode sair mais em conta do que um terrestre. Evitar compras desnecessárias, acampar em locais previamente escolhidos e que estejam aptos também ajuda bastante. Além de cozinhar a própria comida; quase todos os restaurantes são caros.

PSM: Quais são as prioridades que você leva mais em conta na hora de escolher hotel ou hostel, roteiro de viagem, gastos e etc?

G: Isso depende de pessoa pra pessoa. Creio que na escolha de um roteiro, algum ponto importante ou turístico já está definido antes mesmo de encerrar o roteiro. Esse ou esses pontos não podem faltar. Uma pessoa que preza por pontos culturais ou turisticos, com certeza, nao deixará de fazer quaisquer atividades ligadas à isso. Da mesma forma, serve para quem gosta da natureza, de esportes, etc. Lembre-se: dependendo do destino, talvez demore um bom tempo para voltar, então aproveite os pontos que acredita serem importantes e economize em outros de menor relevância.

PSM: Na sua opiniao, é válido viajar com pouco dinheiro, mesmo sabendo que se privará de algumas coisas durante a viagem?

G: Na minha opinião, sempre é valido viajar, independente para onde seja a viagem e quanto de dinheiro se tem. Analisando e planejando o máximo possível, sempre dá pra viajar tranquilo. Algumas privações talvez possam ser muito produtivas. Você pode fazer uma nova amizade se deixar, por exemplo, de ficar num hotel e fazer chek-in num Hostel.

Além de Guinter, falamos com outro mochileiro, o publicitário Rafael Rocha, diretor de arte da revista de música NOIZE. Rafa fez um mochilão de 20 dias, passando por cinco países do continente europeu, escute:

Entrevista Rafael Rcoha by user2988050

O PegueSuaMochila também traz uma entrevista com a advogada especialista em direitos do consumidor Fernanda Guimarães. No áudio abaixo, você encontra todos os procedimentos necessários quando alguns imprevistos ocorrem no aeroporto. Saiba o que fazer se o seu voo atrasar ou se sua mala for extraviada.


Entrevista by user2988050

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

Hostel

Na hora de viajar, uma das primeiras coisas com que um mochileiro deve se preocupar é onde vai ficar em cada destino. Vários fatores devem ser observados no momento da decisão. O PegueSuaMochila, hoje, trata então de uma opção que pode além, de baixar o custo, facilitar a viagem de muita gente.

Hostel é uma alternativa barata, segura e que permite ao viajante conhecer várias pessoas de diversas nacionalidades e até mesmo formar um grupo para aproveitar a estadia em determinado local. “A escolha prévia da hospedagem (quando possível), é sempre um diferencial, pois para quem viaja, chegar à noite em um lugar desconhecido e ter um lugar seguro para ficar, é indispensável”, diz o estudante de pré-vestibular Gabriel Demichei Guerreiro, de 21 anos, que recém fez um mochilão pela América Latina.

Para a sueca Anna Hogmark, de 24 anos, os hostels oferecem essa vantagem: na maioria dos casos é possível fazer reserva imediata pela internet. Além disso, os sites oferecem detalhes e imagens das acomodações, o que faz com que o viajante não tenha suspresas desagradáveis ao chegar no local. Para os dois estudantes, é indispensável que o hostel escolhido tenha banheiros e quartos limpos. Segundo Gabriel, apesar de os hostels em geral oferecerem custos mais baixos, vale a pena fazer a pesquisa antecipada e medir quando vale ou não pagar um pouco mais por um serviço mais completo, de qualidade superior. A qualidade, antes mesmo dos preços, é um dos fatores determinantes para a escolha entre um hostel e outro.


Mais uma grande vantagem dos hostels sobre hotéis convencionais e serviços como o Couchsurfing, é a interação com os outros hóspedes, que na maioria das vezes, tem os mesmo interesses que você. “Indico sempre que as pessoas fiquem em hostels, principalmente quando viajam sozinhas. Além de passar a noite, é possível conhecer outras pessoas, o que acaba sendo muito mais proveitoso do que somente um hotel convencional”, comenta Gabriel. A opinião de Anna concorda: “Conhecer pessoas é sempre um lado bom de ficar em hostel”.
Dentro da proposta de hostel, o

Hostel Porto do Sol é o primeiro de Porto Alegre. A cinco minutos do Parque da Redenção, o Porto do Sol está localizado em um ponto bastante favorável: há ônibus para praticamente todos os pontos da cidade partindo dali. Os cômodos do hostel são amplos, limpos e bem organizados. Além disso, há café da manhã, cozinha para livre uso, internet, recepção 24h e opção entre quartos duplos e coletivos. O proprietário do Hostel, Thiago Ciconet Requia, 27 anos, conta que sua ideia inicial era de abrir um hostel no Nordeste. No entanto, ao pesquisar, descobriu a inexistência de hospedaria desta categoria em Porto Alegre e resolveu ficar por aqui mesmo. Confira abaixo a entrevista com Thiago.




FIQUE LIGADO!
Alguns serviços trazem conforto, mas outros podem ser desnecessários.
Além disso, pesam no seu bolso. Confira a lista:

Banheiro privativo:
às vezes, o banheiro comunitário é tão limpo quanto o particular e não adiciona custos à viagem;

Quarto individual ou duplo:
quanto mais pessoas se hospedarem em um quarto, mais barato fica;

Serviço de bar e restaurante: se você pesquisar preços em mercados e padarias, vai encontrar produtos mais baratos do que os tabelados nos hostels.

Café da manhã;


Internet;


Lavanderia;

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS

A primeira viagem

Bem vindos a bordo do transporte cibernético que vai levar você para dentro do mundo dos MOCHILEIROS. Sim, seu cabelo vai ficar desarrumado, os pés vão doer e você vai passar por diversos contratempos. No fim, vai perceber que tudo valeu a pena.

No PEGUE SUA MOCHILA, você encontrará dicas e informações úteis que ajudarão você a fazer uma boa viagem. Dúvidas sobre hostels? O que levar sem falta e o que só vai pesar em sua mochila? Ainda não sabe nem para onde ir? Fique atento às próximas postagens!

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Twitter
  • RSS