Blog jornalístico que aborda assuntos relacionados a viagens independentes e de baixo custo ao redor do mundo. Realização para a cadeira de Jornalismo Digital - Famecos 2010/01. Grupo: Ana Laura Malmaceda Otto Herok Netto Paula Menezes Rafaela Masoni Vitória Di Giorgio
Nesta semana, o PegueSuaMochila traz dicas e experiências de quem já tem várias milhas acumuladas. O assunto tratado é de grande importância para qualquer viagem, seja nacional ou internacional: economizar. Fazer o dinheiro render é uma missão de qualquer mochileiro. Pouca grana não é motivo para não cair na estrada. Guinter Giuliano, 20 anos, estudante de Ciência da Computação, é mochileiro de carteirinha e conta pra gente algumas das suas receitas de economia e algumas dificuldades que qualquer um pode enfrentar no caminho. No final do post, você ainda confere em áudio duas outras entrevistas que podem te ajudar na hora de viajar. Leia a matéria na íntegra:
PegueSuaMochila: De todas as viagens que você fez, qual delas precisou economizar mais?
Guinter:
Peru. Não por ser um país caro, muito pelo contrário, mas por alguns imprevistos.
PSM: Como você fez para economizar? Poupou na comida, compras e meios de transporte?
G:
Para economizar, eu acabei optando por ficar em hostels baratos, cozinhando a própria comida nos mesmos, trabalhando durante a viagem aonde era possível, andando de transporte público e carona, além de fazer amizade com as pessoas locais. O que, aliás, foi o mais bacana dessa parte.
PSM: Qual foi a maior dificuldade que você já passou e depois teve que arcar com as consequências?
G:
Ser assaltado na fronteira do Peru com o Equador (Zurumilla), perder o passaporte, mesmo tendo achado depois, e dormir na rua foram as maiores dificuldades da viagem. Quando fui assaltado a mão armada levaram a minha mochila com todas as coisas dentro: duas máquinas, presentes para os parentes, roupas e muitos pertences pessoais. Claro que além da perda financeira, perdi todo o ânimo de continuar mochilando. No fim, acabei viajando de volta para Porto Alegre, e tenho certeza que o abalo emocional contou muito mais na hora da decisão. A história de dormir na rua aconteceu assim: depois de um extravio por conta da agência e um pouco, ou muita, de desatenção da minha parte, cheguei na fronteira entre Peru e Equador sem o passaporte. A fronteira fica em média 300 km da cidade de onde havia partido, Máncora. Depois da burocracia em relação ao registro da ocorrência e tudo mais, consegui uma carona com a patrulha de fronteira peruana e embarquei em um ônibus para voltar a Máncora. Chegando lá, não encontrei nenhum hostel aberto, e a hospedagem onde havia ficado nos dias anteriores ficava um tanto quanto longe de onde desespanmbarquei. Não teve outro jeito, escolhi bem uma varanda e passei a noite por ali mesmo.
PSM: Quais dicas você daria pra quem tem que planejar uma viagem m
ais econômica (antecipar as compras, poupar aonde,planejar as compras e gastos..)
G:
Pesquisar , quando possível, passagens aéreas e terrestres, até porque as vezes um trecho aéreo pode sair mais em conta do que um terrestre. Evitar compras desnecessárias, acampar em locais previamente escolhidos e que estejam aptos também ajuda bastante. Além de cozinhar a própria comida; quase todos os restaurantes são caros.
PSM: Quais são as prioridades que você leva mais em conta na hora de escolher hotel ou hostel, roteiro de viagem, gastos e etc?
G:
Isso depende de pessoa pra pessoa. Creio que na escolha de um roteiro, algum ponto importante ou turístico já está definido antes mesmo de encerrar o roteiro. Esse ou esses pontos não podem faltar. Uma pessoa que preza por pontos culturais ou turisticos, com certeza, nao deixará de fazer quaisquer atividades ligadas à isso. Da mesma forma, serve para quem gosta da natureza, de esportes, etc. Lembre-se: dependendo do destino, talvez demore um bom tempo para voltar, então aproveite os pontos que acredita serem importantes e economize em outros de menor relevância.
PSM: Na sua opiniao, é válido viajar com pouco dinheiro, mesmo sabendo que se privará de algumas coisas durante a viagem?
G:
Na minha opinião, sempre é valido viajar, independente para onde seja a viagem e quanto de dinheiro se tem. Analisando e planejando o máximo possível, sempre dá pra viajar tranquilo. Algumas privações talvez possam ser muito produtivas. Você pode fazer uma nova amizade se deixar, por exemplo, de ficar num hotel e fazer chek-in num Hostel.
Além de Guinter, falamos com outro mochileiro, o publicitário Rafael Rocha, diretor de arte da revista de música NOIZE. Rafa fez um mochilão de 20 dias, passando por cinco países do continente europeu, escute: Entrevista Rafael Rcoha by user2988050
O PegueSuaMochila também traz uma entrevista com a advogada especialista em direitos do consumidor Fernanda Guimarães. No áudio abaixo, você encontra todos os procedimentos necessários quando alguns imprevistos ocorrem no aeroporto. Saiba o que fazer se o seu voo atrasar ou se sua mala for extraviada.